Portal atualizado em: 22 de abril de 2024 às 13:48h

ZABÉ VIVE: Adriano Silva é o grande homenageado na 12ª Edição do Festival Zabé da Loca

Início ZABÉ VIVE: Adriano Silva é o grande homenageado na 12ª Edição do Festival Zabé da Loca

ZABÉ VIVE: Adriano Silva é o grande homenageado na 12ª Edição do Festival Zabé da Loca

Autor: Comunicação

ZABÉ VIVE: Adriano Silva é o grande homenageado na 12ª Edição do Festival Zabé da Loca

A décima segunda edição do Festival de Cultura Popular Zabé da Loca será realizado neste sábado (25) na cidade de Monteiro (PB). Este ano o evento homenageia o cantor e compositor monteirense Adriano Silva. O Festival é uma realização da Secretaria de Cultura e Turismo de Monteiro, com apoio do Sebrae e do Governo do […]

25/03/2023 15h15 Atualizado há 1 ano atrás

A décima segunda edição do Festival de Cultura Popular Zabé da Loca será realizado neste sábado (25) na cidade de Monteiro (PB). Este ano o evento homenageia o cantor e compositor monteirense Adriano Silva. O Festival é uma realização da Secretaria de Cultura e Turismo de Monteiro, com apoio do Sebrae e do Governo do Estado.

Dentro da programação especialmente preparada para o Festival de Cultura Popular Zabé da Loca, foram realizadas Oficinas de Pífano com Laudivan Freitas e Vitória do Pife, Cantinho da Leitura e Palestras de Empreendedorismo Cultural.

A programação deste sábado (25) iniciou com o Cultura na Feira com apresentações de artistas populares na feira livre de Monteiro e no Mercado Público, com a banda Pife Perfumado, Vitória do Pife, Laudivan Freitas, Sr. João de Amélia e os Emboladores de Côco, Condor e Will.

No Palco principal neste sábado (25), haverá as apresentações de artistas locais e convidados, além de shows com artistas consagrados da música popular regional como o Grupo de Côco Raízes, da cidade de Arcoverde-PE e show do homenageado Adriano Silva e convidados Bira Mariano, Pezão e Os Decentes do Forró, Os Filhos de Dejinha e Os 03 do Nordeste.

Sobre o Homenageado

Nascido e criado em Monteiro, o jovem cantor, compositor, produtor e acordeonista vem de uma longa história na música. Adriano Silva começou a tocar acordeon com 13 anos e poucos anos depois foi contratado para acompanhar artistas e bandas de baile da região do Cariri Paraibano, como Vereda Tropical, Banda Metrópole, Percurso Musical entre outras.
Sua ascensão na carreira musical foi contínua, chegando a fazer parte de um dos maiores e mais tradicionais trios de forró pé-de-serra do Brasil Os Três do Nordeste durante 7 anos.
No decorrer desse tempo se destacou como artista, produtor e compositor, tendo músicas gravadas por vários artistas consagrados do Nordeste, a exemplo dos Brasas do Forró, Thulio Milionário, Júnior Vianna, Caninana, Os Três do Nordeste, Dejinha de Monteiro, entre outros.
No ano de 2014 Adriano Silva inicia sua carreira como artista solo, gravando assim seu primeiro álbum e já se destacando nos principais eventos da região. Nos anos seguintes Adriano Silva gravou quatro CD’s e no ano 2019 gravou seu primeiro EP vídeo, levando sua música aos sertões do Nordeste e se fazendo presente nos principais eventos regionais.
Com um dos melhores repertórios da atualidade, misturando clássicos do forró e músicas atuais, Adriano Silva tem conquistado o público por onde passa, se tornando um dos artistas da nova geração que mais tem se destacado nas festas do interior do Nordeste.

ZABÉ DA LOCA – A RAINHA DO PÍFANO

Natural de Buique, município do agreste pernambucano, Isabel Marques da Silva, conhecida como Zabé da Loca, nasceu em 12 de janeiro de 1924. Ainda adolescente passou a morar em Monteiro, no Cariri paraibano. Na infância conviveu com a fome, a sede e doenças, razão pela qual dos seus quinze irmãos oito vieram a falecer. Analfabeta, aos sete anos de idade aprendeu a tocar pífano com Aristides, um dos irmãos sobreviventes.
Era uma mulher de aparência física frágil, com 1 metro e meio de altura. Possuía olhos azuis, mas um rosto marcado pelo estafante trabalho ao sol na zona rural. “Eu sou filha de mocó”, dizia em gargalhadas, debochando das dificuldades da própria vida. Quando jovem sofreu assédio de fazendeiros, chegando a engravidar, tornando-se mãe de uma menina. Delmiro, com quem passou a viver maritalmente, foi o pai de dois dos seus filhos.

Vivendo em estado de extrema pobreza, ao ver sua casa desmoronada, se viu obrigada a morar com a família sob duas pedras na Serra do Tungão, permanecendo lá por 25 anos. Daí nascendo o apelido de “Zabé da Loca”.
Seu talento com o pífano só passou a ser conhecido em 2003, quando descoberta por estudantes do Programa de Bibliotecas Rurais Arca das Letras, do Projeto Dom Helder Câmara, no então Ministério do Desenvolvimento Agrário. Foi quando gravou seu primeiro CD chamado Canto do Semi-Árido, que contou com a produção e assessoria do grupo Quinteto Violado e participação dos seguintes amigos tocadores: o sobrinho Beiçola (pífano), o filho Setenta (caixa), o compadre Mestre Levino (prato) e o vizinho Pinto (zabumba). Na festa de seu lançamento, em Afogados de Ingazeira, no sertão do Pajeú pernambucano, contou com a presença do então Ministro da Cultura, Gilberto Gil. No ano seguinte apresentou-se no Fórum Cultural Mundial, em São Paulo, ao lado do artista Hermeto Pascoal.

Nessa época saiu da gruta para morar em uma casa no assentamento Santa Catarina, município de Monteiro, transformada em um memorial, a Associação Cultural Zabé da Loca. A gruta onde viveu por 25 anos é atualmente ponto de atração turística e de preservação cultural.

Gravou três álbuns e recebeu o prêmio de Revelação da Música Popular Brasileira na 22a edição do evento, dividindo o palco com Lenine e Chico César, além de emprestar seu nome artístico para um festival de cultura popular de Monteiro, que em 2011 reuniu no mesmo palco a própria Zabé e as Ceguinhas de Campina Grande, outras figuras paraibanas famosas. Foi condecorada com a Ordem do Mérito Cultural, do Ministério da Cultura, e eleita ‘Revelação da Música Brasileira’ no Prêmio de Música Brasileira.

Apontada como a “rainha do pife”, Zabé da Loca serve de inspiração em discos de nomes como o percussionista argentino Ramiro Mussoto e o grupo paraibano Cabruêra. Acompanhada de seu pífano, ela atraía o público pela propriedade com que executava o instrumento.

Faleceu em Monteiro, aos 93 anos de idade, em 5 de agosto de 2017 de morte natural, após anos convalescendo com síndrome de Alzheimer. Pifeira e compositora, Zabé da Loca conseguiu se inserir no universo masculinizado das bandas de pífano do Cariri paraibano. Foi a primeira homenageada no Festival Paraibano da MPB promovido pela Empresa Paraibana de Comunicação/Radio Tabajara. É, sem dúvidas, Patrimônio Cultural da Paraíba.


Preferência de Cookies

Usamos cookies e tecnologias semelhantes que são necessárias para operar o site. Você pode consentir com o nosso uso de cookies clicando em "Aceitar" ou gerenciar suas preferências clicando em “Minhas opções”. Para obter mais informações sobre os tipos de cookies, como utilizamos e quais dados são coletados, leia nossa Política de Privacidade.